09/01/2014

Cirurgia Refrativa: Um sonho realizado


Quem acompanha o blog, sabe que há alguns meses eu fiz uma cirurgia refrativa de correção de miopia.


Desde o dia em que saí da sala de cirurgia que queria contar pra vocês como foi a minha experiência, especialmente porque recebi muitas dúvidas de meninas que tinham o mesmo problema que eu.

A doença

Bom, vamos começar do começo, o que me fez buscar a cirurgia.

Eu tenho (tinha!) miopia feat astigmatismo desde os dez anos de idade.

É uma doença hereditária, assim meus irmãos e eu herdamos do meu pai, e até meu sobrinho já sofre também. Essa doença/deficiência dificulta a visão, especialmente à distância, o que faz com que o uso de óculos ou lentes seja indispensável.

Além de ser hereditária, a miopia é progressiva, ou seja, piora com o tempo. Pra arredondar a história, comecei  com cerca de 1,25 graus e quando operei já tinha batido os 8,0 graus!

Acreditem, isso é muito!


A motivação

Além de todo o desconforto e da parte psicológica que isso gera, com as piadinhas na infância, na adolescência principalmente por ser menina, pois o óculos simplesmente esconde a maquiagem, atrapalha um look mais festa, etc  etc, vários dramas. Por isso, quando eu tinha uns 17 anos, resolvi recorrer às lentes de contato, o que foi uma grande liberdade na minha vida. Mas se eu começar a falar disso vai sair outro post!

Bom, fui fazer os exames oftalmológicos de rotina, e meu médico me liberou para fazer a cirurgia. Fiz mais uma série de exames, uma coisa do tipo pra ver se meu olho “aguenta” a cirurgia, e foi tudo positivo.


O medo

Quando recebi o sim do médico, e consegui a grana para fazer, não tive nenhum resquício de dúvida, tive toda a certeza que queria me submeter à cirurgia. Falo isso porque  a maioria das pessoas que vieram falar comigo disseram que têm muita vontade de fazer, mas não fazem por medo.

Eu sei que isso é muito pessoal, e que qualquer cirurgia, por mais simples que seja, apresenta algum risco. Mas, não sei explicar, a possibilidade de vencer aquela barreira na minha vida me gerou uma vontade tão forte, que nem mesmo pensei no medo.

Pensem que nós como mulheres temos uma vantagem, toda vez que vou fazer alguma coisa com possibilidade de dor, tipo arrancar dente, cirurgia, etc., logo penso: impossível doer mais que depilação á cera e limpeza de pele! Rs E logo que eu contar mais vocês vão ver que sequer há o que temer.


O procedimento e o valor da cirurgia

Já que eu falei da grana, o meu plano de saúde cobriu boa parte, mas não totalmente.

Como meu grau já estava bastante avançado, o procedimento comum poderia não chegar a um resultado 100%, o que no caso da miopia é serviço perdido, já que teria novamente de usar lentes ou óculos.

Então o médico fez foram na verdade duas cirurgias, primeiro a normal, que se chama Lasek, e em seguida uma tecnologia chamada Femto, que, segundo o médico me explicou, é como um “acabamento” que permite ao médico corrigir mais detalhadamente o defeito do olho. Por isso saiu um pouco mais caro, senão o plano cobriria totalmente.

Andei pesquisando, e parece que o tal do Femto é um método bem recente, inclusive poucos médicos dominam essa tecnologia.

Além do que o plano cobriu, desembolsei cerca de R$3.000,00. Para mim é um dinheiro que com certeza mexeu no orçamento, mas muito pouco pensando que o resultado é para toda a vida. Ao todo, a cirurgia costuma custar cerca de R$5.000,00, mas depende muito do médico, clínica, método etc.

A cirurgia

Gente, é sério, essa é a cirurgia mais simples do mundo. Ao todo, o procedimento durou cerca de 15 minutos, sendo que cerca de 2 foram efetivamente fazendo a cirurgia, o resto foi só preparação. Fiquei muito impressionada!

Quando se fala em cirurgia nos olhos, logo a gente pensa no desconforto, se vai ter que “dormir”, se mexer o olho “morre”, que vai ficar com tampão de pirata por meses, enfim tudo isso. Mas gente, depois de ter passado por todo o procedimento cirúrgico vi que essas lendas são coisa do século passado! Há alguns anos as cirurgias oftalmológicas progrediram muito, e hoje envolvem muita tecnologia, de forma que nem parece que você passou por uma cirurgia.

Foi assim, dois dias antes eu tive de ficar “cegueta”, descansar os olhos das lentes, por isso não pude trabalhar, estudar, dirigir,  fiquei imprestável, mas comigo foi assim devido ao grau muito elevado.

A cirurgia estava marcada para o fim da tarde, creio que sendo à noite corre menos risco de sofrer sensibilidade à luz (fotofobia). Meu marido me acompanhou, não tomei nenhum remédio via oral, nem injeção, somente colírios, que são o suficiente para a anestesia, mas nenhum deles me causou desconforto, ardência, nada disso.

Então, fui para a sala de cirurgia (com o ... na mão), e então percebi o quanto eu era bicho do mato pensando que o médico ia vir com um facão e arrancar meu olho kkkk. Toda a cirurgia é feita a laser, a sala parecia uma nave espacial com várias máquinas e botões, rsrs.

Deitei na maca, tinha toda uma equipe, que aliás foi muito atenciosa e fez toda a diferença, e logo começaram a pingar mais colírios e me preparar para a cirurgia.

O único e maior desconforto que há, é exatamente por ter alguém mexendo no seu olho, o que, convenhamos, não é muito comum nem agradável. Mas contando que a anestesia faz com que não sinta nada, e que eu estava vendo tudo embaçado pelos colírios mais os meus 8,0 graus, nem dá para perceber muito o que estão fazendo. Rola aquele medão, claro, mas é super rápido.

São colocados alguns equipamentos que não consegui visualizar para manter o olho aberto, tipo para segurar a pálpebra etc, me deu impressão que era só fita micropore mesmo.

Então vem a máquina, deve ser o tal do laser, e começa a fazer a cirurgia. Tudo o que você vê é uma luz verde, e um cheiro de queimado (kkk sério!), fora isso não dá para sentir nada! Este momento, juro, durou cerca de 1 minuto, é muito rápido!

Depois, foi tudo repetido no outro olho, porque hoje em dia também não existe aquela história de fazer um olho de cada vez já que o risco não é mais tão grande como antigamente.
Saí dali, ENXERGANDO já melhor do que antes! E fui para casa.

A recuperação

A recuperação também foi rápida. Eu tinha viagem marcada para a praia na segunda-feira, e o médico já tinha me deixado tranqüila sobre isso.

O único incômodo que eu sofri, foi logo após a cirurgia, que me deu uma super sensibilidade à luz, mas o médico já tinha alertado sobre isso. Então, eu viajei até a casa da minha sogra ainda (uns 40 min), e sofri um pouco com as luzes dos carros. A solução foi colocar uma blusa preta na cabeça (kkk) e seguir viagem. Pensem na cena: meu marido dirigindo com o passageiro com uma blusa na cabeça, das duas uma, ou pensariam que eu era louca o que era um seqüestro. Felizmente não passamos por nenhuma blitz policial, haha.

Cheguei em casa, procurei ficar em um lugar mais escuro, apliquei os remédios, que também eram apenas colírios, com exceção de um via oral no caso de dor, e fui dormir conforme recomendado.

No dia seguinte, acordei de manhã, morrendo de medo de ainda estar com a tal fotofobia, saí devagar da cama e já estava tudo bem! E o mais incrível, já estava com a minha visão quase 100%! Saí até para almoçar nesse dia. É muito incrível gente!

Além dos remédios, também tive de usar, nos dois primeiros dias, uma espécie um óculos que parece aqueles de metalúrgico, saí com ele da sala de cirurgia. Serve mais para proteger o olho de poeira, poluição etc., e evitar que eu levasse as mãos aos olhos. Sobre isso se deve ter bastante cautela, não pode coçar ou esfregar os olhos, nem lavar os cabelos para evitar que caia shampu. Cuidei direitinho, e depois de 2 dias já estava tudo certo.

A última recomendação, era usar óculos escuros (com boa proteção UV) o tempo todo, e evitar ficar ao sol. Isso foi tranqüilo, usei daqueles óculos de perua que tampa a cara toda e viajei feliz para Natal.


O médico e a clínica

O médico com certeza foi muito importante para me dar toda essa segurança, recomendo muito tanto ele quanto a clínica que realizou a cirurgia.

O oftalmologista se chama Leôncio de Queiroz Neto, é uma família bem conhecida de oftalmologistas em Campinas. Ele atende no Hospital de Olhos Penido, mas cirurgia eu fiz em uma clínica no Centro de Cirurgia Refrativa que fica no Alphaville. Fui muito bem atendida por toda a equipe que me deixou muito calma e segura.

Para quem tem plano Unimed, com exceção do Femto, todo o restante foi coberto pelo plano.


Ufa! Vocês aguentaram ouvir tudo isso?

Bom meninas, o que quis foi contar a minha experiência para tentar encorajar outras pessoas e mostrar que a cirurgia refrativa hoje em dia é muito moderna e não há o que temer.

Este foi um sonho realizado na minha vida, chego a me emocionar quando falo. Já fazem quatro meses que eu fiz a cirurgia, e a minha visão está como nunca esteve, eu jamais vi com tanta nitidez, nem com óculos ou lentes.

Se você tem vontade, mas rola aquele medo, procure um médico que lhe dê segurança, e pense que é apenas um pequeno esforço para um resultado para vida toda.


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11 comentários:

  1. Jéssica, amei seu relato! Tbm tenho miopia e uso óculos desde 6 ou 7 anos mais menos.Aí em 2012 comecei a usar lentes de contato pq era minha formatura e não queria entrar de óculos!rsrsrsrsrs Até hj estou usando e amo, só tive resultado positivos!
    Mas lendo seu relato meu deu uma vontade danada de procurar saber mais e quem sabe futuramente fazer a cirurgia também,mesmo com um certo "medinho" #confesso

    Posso te fazer um pedido?? Gostaria que se vc puder e quiser fizesse um post sobre sua formação profissional. Sempre sonhei e sonho em fazer direito, tenho outra formação, Letras, mas não desisti do que realmente quero! Sempre estou pesquisando sobre a área, mas se vc puder relatar sobre isso ficarei bastante agradecida!

    beijo :)

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    1. Que bom que o post te ajudou! Coragem, como meu médico disse, são 13 anos resolvidos em 13 minutos. Conto sim sobre a minha formação em Direito! Beeijo!

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  2. Jéssica, achei ótimo tu teres contado tua experiência! Tenho mais de 7 graus no olho direito e cerca de 4 no esquerdo. Nunca tentei usar lente porque tenho uma série de alergias e fiquei com medo de desenvolver alguma grave com o uso. Acabei de completar 20 anos e meu médico sempre fala que preciso esperar o grau estabilizar para fazer a cirurgia, que parece acontecer só depois dos 21. Tiveste que esperar muito pra estabilizar?

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    1. Meu grau sempre aumentou, desde pequena. Nesta última vez que fiz os exames, aos 23 anos, o médico disse que meu grau estava estabilizando, mas ele nunca pára de vez, isso é o médico que deve analisar. Beeijo!

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  3. Adorei o post, achei bem esclarecedor, pois tenho miopia e assim como vc comecei com 1,25 graus.
    Hoje estou com 4,75 e uso lentes de contato, tenho muita vontade de fazer a cirurgia, mas o médico disse q só posso fazer qdo estabilizar e o meu grau aumenta todo ano. O seu grau demorou para estabilizar?
    Beijos.
    http://brilhodecereja.blogspot.com.br/

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    1. É aquilo que eu disse para a Bruna Yumi, o médico é quem deve analisar isso ;)
      Beijoca!

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  4. Rs adorei esse post , Mais q pena q eu tenho apenas 13 anos nem da pra fazer rs .. bjs

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    1. Olha Jennifer, o meu médico chegou a comentar que hoje em dia é possível fazer a cirurgia até mesmo em crianças. Procure um oftalmo bacana e se informe direitinho ;)
      Beijo e obrigada por comentar!

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  5. Rs adorei esse post , Mais q pena q eu tenho apenas 13 anos nem da pra fazer rs .. bjs

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  6. Nossa, de uns dois anos pra cá, estou com muita vontade de fazer a cirurgia!
    Uso lentes de contato a um bom tempo, mas queria me livrar delas, até pelo fato de serem "caras" $$
    Mas e o medo? O que a gente faz?
    Você falando, me deu uma tranquilidade.. E mais certeza do que quero!
    Beijos ♥
    ps: mas ainda to com medo hehehe o Deus!

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  7. Tambem tinha 8 graus em apenas um olho.Fiz a cirurgia de miopia e foi a melhor coisa que fiz na minha vida pelo metodo prk.

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